Psicoterapia

INFANTIL

A psicoterapia infantil é o cuidado e a atenção com a saúde mental da criança. É um espaço potencial para acolhimento das angústias, medos, inseguranças e um momento de intervenções com os pais.

Com o intuito de promover uma infância saudável a psicoterapia infantil utiliza a Ludoterapia para caminhar rumo ao bem-estar familiar, a prevenção e solução de conflitos.

Qual o objetivo da Psicoterapia Infantil?

O objetivo é auxiliar na expressão das emoções de cada criança, pois através da brincadeira ela pode expandir seus sentimentos acumulados de tensão, frustração, insegurança, agressividade, medo, espanto, confusão e re-significar os eventos traumatizantes.

Desta forma, o terapeuta exerce a função de facilitador, sendo capaz de identificar os conflitos e auxiliar na busca de melhores alternativas para lidar com eles, ao mesmo tempo em que, orienta os pais a como intervir diante dessas vivências.

 

Autor: vittude.com

 


NA ADOLESCÊNCIA

Não é raro ouvirmos um adolescente ser denominado pejorativamente de aborrecente, como se esta fase da vida fosse um grande problema, ou mesmo, encarada como uma doença. Mas, poucos param para refletir no que consiste esse período e os conflitos eminentes que pululam essa fase para o jovem que por ela atravessa.

“Adolescência” é uma palavra de origem latina que significa crescer para (ad = para e olescere = crescer). Na sociedade moderna, ela retrata o período de transição entre a infância e a fase adulta.

É interessante notar que o fenômeno da adolescência tal qual o conhecemos foi uma construção da civilização moderna, principalmente a partir do século XX. Como evidência disso, basta observarmos as tribos indígenas, onde apenas um ritual de passagem relativamente breve, que pode durar cerca de 1 ano ou pouco mais, separa a infância da vida adulta. Outro indício foram os casamentos arranjados na Idade Média, em que meninas muito jovens, muitas vezes ainda crianças, eram tomadas em casamento, rompendo com sua infância para tomar diretamente as responsabilidades que hoje são típicas de adultos sem qualquer período de transição entre suas fases infantil e adulta. Certamente, nenhuma dessas condições deslegitimam o modelo de adolescência concebido pela sociedade contemporânea. Pelo contrário, a adolescência possibilita aos jovens ter tempo para se prepararem para as exigências do mundo adulto de forma adequada.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), a adolescência corresponde ao período biopsicossocial que ocorre na segunda década da vida, ou seja, entre os 10 e 20 anos. Para o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que completou 25 anos em 2015, o período que compreende a adolescência é dos 12 aos 18 anos. Alguns autores acreditam, ainda, que a adolescência pode se estender até os 25 anos e, nesse caso, seria referida como adolescência tardia.

De modo geral, a adolescência tem seu início com a puberdade, isto é, inicia-se com as mudanças fisiológicas que ocorrem no período transicional da infância para a juventude,  e finaliza com a inserção social, profissional e econômica do jovem no mundo adulto. Dadas as expectativas e indecisões próprias da adolescência, esse período torna-se ainda mais difícil para o jovem considerando as pressões de ter de escolher uma carreira e se inserir no mercado de trabalho.

Esse amadurecimento do adolescente para a idade adulta, todavia, não se dá apenas pelas mudanças físicas em seu corpo. O adolescente precisará de muitas outras experiências de vida para chegar à maturidade, experiências estas que vão variar de acordo com seu momento histórico, gênero, grupo social e geração (x, y, z, etc).

É importante deixar claro que, para o adolescente, esse é um período de grandes transformações e questionamentos que transcendem o convívio familiar e se estendem também para outras esferas sociais, como círculos de amizades, relacionamentos amorosos e vida escolar. E é aqui que podem surgir os grandes conflitos dessa fase, considerando que a falta de apoio e a inabilidade para lidar com o adolescente conflitante pode levá-lo a ter comportamentos autodestrutivos e/ou aumentar os atritos entre ele e o mundo externo.

Alguns dos problemas mais comuns enfrentados por jovens durante a adolescência são: relacionamento familiar conturbado, baixo desempenho escolar, distúrbios de alimentação (anorexia, bulimia e obesidade), agressividade excessiva, descoberta da sexualidade e problemas correlatos, dependência química, gravidez precoce, depressão, ideação suicida, automutilação, ansiedade, medos, fobias, dentre outros.

A psicoterapia pode ajudar o adolescente a acolher seus conflitos e ajudá-lo a trilhar o seu próprio caminho rumo à maturidade. A psicoterapia pode auxiliar esse jovem a ter autoconfiança e conseguir gerenciar seus conflitos internos e externos de forma saudável sem perder sua identidade.

 

Autor do texto: rafaelguerrapsicologo.com.br

 


PARA ADULTOS

A fase adulta é repleta de intensos desafios. Com a saída da adolescência e a entrada na vida adulta iniciam-se as responsabilidades típicas dessa fase: atuação profissional, paternidade,  maternidade, cuidar de uma pessoa mais velha da família, dentre outros.  E é nessa fase que normalmente escolhemos um estilo de vida.

Na vida cotidiana, as obrigações profissionais parecem predominar frente à nossa vida pessoal. É como se o trabalho tomasse cada vez mais o tempo que adoraríamos dedicar à nossa vida amorosa, à nossa família ou mesmo a um momento de lazer.

O acúmulo dessas situações estressantes do dia a dia colocam em risco o equilíbrio de nossas emoções e podem causar danos no âmbito profissional, pessoal, afetivo e familiar. Assim, diante das dificuldades, qualquer pessoa que esteja vivenciando algum conflito que não esteja conseguindo resolvê-lo, pode buscar ajuda de um psicólogo visando recuperar seu equilíbrio psíquico e emocional.

Ressalte-se que a psicoterapia é indicada também para aquelas pessoas que sofrem de algum transtorno emocional, tais como nível de ansiedade elevada, depressão, humor instável, entre outros; ou mesmo destina-se àqueles que estejam atravessando um momento pessoal complexo, como dificuldades no relacionamento conjugal, luto, doença, vícios, entre outros.

O tratamento psicológico pode ajudar o sujeito a elaborar conflitos psíquicos, o que colabora para elevar o bem-estar psicossocial. A psicoterapia pode, portanto, dar ao sujeito meios para manejar as adversidades da vida, contribuindo para uma melhor vivência nos âmbitos profissional, pessoal e familiar.

Em um processo terapêutico a posição do analista, de forma alguma, será a de juiz diante do paciente, condenando-o por algum possível desvio moral. Pelo contrário, o psicólogo, acima de tudo, terá uma posição de acolhimento e de total sigilo de todo conteúdo trazido durante a sessão.

A psicologia trata-se de um método científico que auxilia o sujeito, por meio do diálogo, a refletir e elaborar seus medos e angústias, trazendo-lhe benefícios emocionais. Não se trata necessariamente de mudar a pessoa, mas contribuir para que ela seja autêntica, fazendo-a estar de bem consigo mesmo e com o mundo a sua volta. Isto significa dizer que o sujeito pode ter autonomia e capacidade suficiente para gerir sua vida e decidir o rumo que ela vai tomar.

 

Autor do texto: rafaelguerrapsicologo.com.br